DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E SOCIAL DO RIO BACAMARTE –


PROJETO

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E SOCIAL DO RIO BACAMARTE –

Riachão do Bacamarte — PB.

TEREZINHA PEREIRA DE VASCONCELOS

Janeiro/2013

DIAGNOSTICO AMBIENTAL E SOCIAL DO RIO BACAMARTE

Riachão do Bacamarte – PB.

JOSE ETI IAM DE LUCENA BARBOSA (Orientador)

Terezinha Pereira de Vasconcelos (Orientanda)

Janeiro/2013

DIAGNOSTICO AMBIENTAL E SOCIAL DO RIO BACAMARTE

Terezinha Pereira de Vasconcelos

Email: terezinhavasconcelosadv@hotmail.com

1. JUSTIFICATIVA

As correlações entre meio ambiente e outros fatores começaram a ser estabelecidas somente no final do século passado. A política relativa ao meio ambiente se limitava, por assim dizer, à saúde pública. Até há pouco tempo, seu campo de atuação era quase totalmente voltado para a prevenção e o controle de doenças infecciosas (BRILHANTE, CALDAS, 2002).

A tecnologia do século XX mudou radicalmente tal situação. Atualmente, vasta gama de especialistas dos mais variados campos da ciência se ocupa da proteção da saúde humana. O enfoque tradicional de saúde pública, hoje, se combina com os modernos conceitos da interdependência da Saúde com os fatores ambientais (saúde ambiental) (WHO, 1990).

Esse novo enfoque reconhece que, em princípio, quase todos os aspectos do meio ambiente afetam potencialmente a saúde. Isso é verdadeiro não só para agentes específicos, como microorganismos ou outras entidades biológicas, forças ou agentes físicos e químicos, mas também, para elementos dos meios urbano e rural: casas, locais de trabalho, áreas de lazer, infra-estruturas, indústrias e os principais componentes do mundo natural, como a atmosfera, o solo, a água e as muitas partes da biosfera (BRILHANTE, CALDAS, 2002).

Mesmo diante do “modismo ecológico” anunciado por alguns especialistas com relação aos atuais movimentos ambientalistas, é sempre bem vindo qualquer trabalho que tenha por objetivo contribuir para uma melhor formação da consciência ecológica de cada pessoa.

Não são os homens enquanto categoria genérica que estão destruindo a natureza, mas sim, o homem sob determinadas formas de organização social no seio de uma cultura (GONÇALVES, 2001).

Mostramos aqui um Plano de Estudo ligado à área do meio ambiente, o qual emerge impulsionado pelas diferentes ordens do real que foram extenializadas e dos saberes subjugados pelo desenvolvimento das ciências modernas (FOUCAULT, 1980). O ambiente está integrado por processos, tanto de ordem física como social, dominados e excluídos pela racionalidade económica dominante: a natureza superexplorada e a degradação sócio-ambiental, a perda de diversidade biológica e cultural, a pobreza associada à destruição do patrimônio de recursos dos povos e a dissolução de suas identidades étnicas; a destruição desigual dos custos ecológicos do crescimento e a deterioração da qualidade de vida (LEFF, 2001).

As bacias hidrográficas são as unidades naturais no estudo dos ecossistemas, tanto aquáticos como dos ecossistemas terrestres. O impacto do homem sobre as águas continentais tem sido grande e vem aumentando, pois tradicionalmente se têm empregado os rios para eliminar os efluentes resultante das atividades humanas. Outras atividades antrópicas, como o corte e queima das matas, uso inadequado do solo provocando erosão, agriculturas, construção e uso de cidades e rodovias, contribuem também para aumentar a concentração de materiais na água de escoamento alterando sua qualidade (MARGALEF, 1991).

Segundo Margalef (1983), um ecossistema não é governado totalmente por suas leis internas, e sim, forçado por agentes externos, respondendo a essa pressão, através da modificação no seu funcionamento, como se tentasse minimizar as consequências de tal tensão. Os ecossistemas adjacentes exercem certa tensão sobre os rios e a contaminação é um sintoma do ecossistema forçado. Portanto, todo os ecossistemas contaminados ou eutróíicos são ecossistemas forçados, sendo assim, o sistema aquático expressa a tensão recebida pelos ecossistemas terrestres, refletindo o “estado de saúde” da bacia de drenagem.

Os estudos em pequenas bacias, têm mostrado a dependência da composição das águas dos riachos e as características das atividades dos ecossistemas terrestres. (SANTOS, 1993; TEIXEIRA, 1993).

O Rio Bacamarte é um sistema lático de ordem 04 que drena terras dos municípios de Lagoa Seca, fvíassaranduba, Riachão dos Bacamarte, Ingá, Mogeiro e parte de Campina Grande. Apesar de possuir uma bacia hidrográfica de drenagem de pequeno porte, em sua área de abrangência, já desenvolve atividades agrícolas de pequeno a médio porte, tais como: cultivo de batatinha, cana-de-açúcar, feijão, milho, raízes, entre outras que utilizam com frequência o uso de agrotóxicos, herbicidas e adubos para controle de pragas e enriquecimento do solo. Atividades de criação bovina, suína, caprina e ovicultura também são registradas.

Entretanto, os produtos, serviços e efluentes oriundos do meio urbano desta região se constituem no principal foco de contaminação deste manancial, sobretudo porque são municípios com baixo índice de desenvolvimento humano, rede de esgotamento sanitário abaixo dos 20%, tratamento de águas residuárias inexistente e coleta de resíduos sólidos desestruturada.

Esta situação é agravada pela inexistência de estudos sistemáticos da qualidade da água que avalie de forma científica o grau de contaminação destes corpos aquáticos.

O estudo ora em análise, além de se constituir no primeiro estudo de avaliação e diagnóstico da Microbacia do Rio Bacamarte, servindo como referencial nos estudos de manejo, gerenciamento e gestão da bacia hidrográfica do Rio Paraíba, será também o alicerce teórico-científico dos futuros empreendimentos e atividades humanas que venham a se estabelecer ou ampliar em sua bacia de drenagem e que visem a sustentabilidade socioeconómica e ambiental da região.

2. OBJETIVOS

2.1   Objetivo Geral:

  • Gerar conhecimento sobre a qualidade da água do Rio Bacamarte de modo a fundamentar o diagnóstico ambiental e das atividades antrópicas desenvolvidas em sua microbacia.

 

2.2   Objetivo Específico:

  • Avaliar as condições físicas, químicas e biológicas do Rio Bacamarte de modo a caracterizai as principais perturbações ao ecossistema.
  • Produzir um perfil social das comunidades ribeirinhas usuárias do Rio Bacamarte e o grau de interação dessas com o recurso aquático.
  • Realizar análise bacteriológica da água do Rio Bacamarte, de modo a quantificar o grau de contaminação do manancial.
  • Elaborar um diagnóstico das condições ambientais do Rio Bacamarte, propondo medidas de recuperação às possíveis degradações e aconselhamento aos futuros empreendimentos de usos-múltiplos do ecossistema.

 

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA BÁSICA

Uma das razões por que a água doce é tão importante para o planeta terra é a sua escassez, pois 97% corresponde a água salgada, que constitui os mares e os oceanos. Da fração restante, 2% estão aprisionadas no gelo das calotas polares e nos glaciares, o restante, ou seja, 1% estão assim distribuídas: 0,8% são águas subterrâneas, ficando apenas 0,2% que são a parte que corresponde a toda água doce dos ecossistemas localizados à superfície do planeta (BOA VIDA, 2002).

Não há dúvida de que a água constitui elemento indissociável do meio ambiente,tanto do chamado “ambiente natural” quanto dos “ambientes antrópicos”, como a cidade, a lavoura e outros ambientes ocupados e modificados pelo homem. A presença da água em maior ou menor quantidade – ou a distribuição das chuvas durante o ano – constitui um dos principais fatores para a caracterização dos diversos ambientes. Oceanos, rios, desertos ou florestas pluviais constituem algumas denominações que prontamente identificam o ambiente ou a paisagem, exclusivamente em relação à presença relativa de água. (REBOUÇAS, BRAGA e TUNDISI, 2002).

As regiões nas quais existem os riscos de enfermidades transmissíveis por vetores tais como: malária, filariose linfática, encefalites, esquistossomose e outras, conhecem bem o impacto que podem ter os projetos de irrigação na proliferação de vetores e na saúde humana.

Direta ou indiretamente, a qualidade da água pode fomentar a presença de vetores de doenças nas seguintes formas:

–          Criando condições que favoreçam a presença de água livre nos campos (em tempo e extensão);

–          Exigindo o uso de métodos de irrigação que necessitam maior tempo de aplicação, ou maior área;

–          Modificando a flora ou a fauna aquática, e

–          Influindo diretamente na composição das populações dos vetores. (REBOUÇAS, BRAGA e TUNDISI, 2002).

Dentre os vários problemas citados, a poluição das águas é um dos que mais preocupa pela importância que elas representam para a vida na Terra, uma vez que nenhum ser vivo é capaz de existir sem que haja água para o funcionamento normal de suas atividades vitais e cotidianas.

Por isso, surgem os alertas para a necessidade urgente de se preservar as fontes de água potável, com vistas à garantia do abastecimento das cidades e da execução das atividades que promovem a vida humana, numa perspectiva futura.

Ultimamente, os pesquisadores do Instituto de Tropicologia da Fundação Joaquim Nabuco têm-se preocupado com as consequências advindas dos fenómenos El Nino e La Nina sobre o clima do território Nacional, em especial da região Nordeste.

Inicialmente, com o intuito de avaliar a influência desses fenómenos sobre o comportamento do período seco que se instalou sobre a região Nordeste no ano de 1998, os pesquisadores vêm acompanhando, sistematicamente, as informações geradas no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC, bem como no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE e no Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, com o propósito de entender melhor de que forma esses fenómenos se irradiam no oceano; acompanhar de perto as previsões de suas ocorrências e seus impactos na agricultura e, o mais importante, averiguar a estreita relação existente entre as ações desses fenómenos com a ocorrência de precipitações no Sertão Nordestino.

El Nino e La Nina são fases distintas – quente e fria – de um movimento oscilatório resultante da interação entre o oceano e a atmosfera. E mais uma força da natureza com leis e dinâmicas próprias, cujos fundamentos os cientistas desconhecem, razão pela qual é impossível, ainda, se prever o início de um e o fim do outro, e vice-versa (SUAS SUN A, 2000).

Porém, o homem não é um ser passivo, é ele quem faz a história, é ao mesmo tempo, vítima e agente (CHIAVENATO, 1989).

Com este trabalho, mudanças profundas virão com relação aos atuais modelos de produção e de consumo das sociedades.

Desejamos assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água com padrão de qualidade, por se tratar de um bem de domínio público (REBOUÇAS, BRAGA e TUNDISI, 2002).

Objetivãmente, de forma a tornar o conteúdo fundamental deste Plano de Estudo mais assimilável e deixando evidente os resultados esperados com a realização do Projeto. Procuramos dar uma certa auto-suficiência ao plano apresentando dento de um esforço mais amplo, com a intenção de implantar na minha cidade uma infra-estrutura sanitária através do Rio Bacamarte, que permita a melhoria das condições ambientais e da qualidade de vida da nossa comunidade, abordando conceitos e normas sobre a manutenção e correção de suas características ecológico-sanitárias.

Este trabalho é resultado, sem dúvida, da preocupação do homem moderno com os problemas do meio ambiente.

4. METODOLOGIA

Caracterização da Área de Estudo

O Rio Bacamarte nasce no município de Lagoa Seca – PB, tem como microrregião geográfica à cidade de Itabaiana, e mesorregião o Agreste Paraibano, é da ordem – 04, de domínio estadual, abrange as cidade de Campina Grande, Massaranduba, Riachão do Bacamarte, Ingá (onde recebe o nome de Rio Ingá) e Mogeiro respectivamente.

Desagua no Rio Paraíba na divisa dos municípios de Mogeiro e Salgado de São Félix – PB. O comprimento do rio é de aproximadamente 60,00 km e a área da bacia é de 423,14km2. Pertence a Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba, mais precisamente na Região do Baixo Curso do Rio Paraíba (LMRS-PB, 2004).

As características da bacia hidrográfica têm maior influência nas condições químicas da água do rio. A litologia e o declive determinam a disponibilidade dos maiores íons. O desenvolvimento da vegetação é influenciado pelo clima e o solo. A vegetação e outros componentes bióticos exercem uma maior influência no fornecimento de matéria orgânica. Todos esses fatores interagem para determinar a composição química da água do rio. O uso da terra e as características morfométricas da bacia hidrográfica, também podem ter uma grande influência nas condições físicas, químicas e biológicas do rio (RIOS, CALI JURI, 1995).

A pesquisa que fundamentará este trabalho é do tipo documental, exploratória e laboratorial.

Para a consolidação do estudo serão necessários:

–          Fichas de notificações do LMRS-PB – Laboratório Metereológico de Recursos Hídricos e Sensoriamento Remoto do Estado da Paraíba, para um enriquecimento científico e estrutural;

–          Um amplo levantamento bibliográfico que embasará a discussão;

–          Visitação a órgãos públicos para coleta de materiais e informações úteis à pesquisa; Pesquisa de Campo, com o fim de detectar “in loco” as reais condições do rio mostrando se seu uso é ou nãc prejudicial à saúde humana e animal; Trabalho de gabinete, com uma importante análise de todas as informações obtidas a fim de alcançar os objetivos desejados;

–          Análises Físicas, Químicas e Biológicas.

Parâmetros físicos, químicos e biológicos. Físicos e Químicos

–          Temperatura do ar e da água (°C) – Termómetro de mercúrio (APHA, 1995), marca INCOTERM com escala de 0 a 60°C.

–          pH – Potenciômetro (APHA, 1995), com medidor de pFI marca ANALYSER, modelo 300, calibrado com soluções tampão de ph 7 e 9.

–          Condutividade Elétrica (umS/cm)   –   Eletrométrico   (ALHA,   1995), com condutivímetro de marca AN AL YSER, modelo 600 série 1751/95.

–          OD (mg/l) – Titulométrico de Winkler, modificação azida (APHA, 1995).

–          DBO5 (mgCVl) – Frascos padrões, com incubação a 20°C por 5 (cinco) dias (APHA, 1995).

–          Nitrato (mgN/1) – Espectrofotométrico do salicato de sódio com leitura a 420nm (RODIER, 1975), em espectrofotômetro COLEMAN.

–          Fósforo Total (mgP/1) – Espectrofotométrico do ácido ascórbico com pré digestão com persulfato de amónio e leitura a 880nm (APHA, 1995), em espectrofotômetro COLEMAN.

–          Ortofosfato Solúvel (mgP/1) – Espectrofotométrico do ácido ascórbico em amostra pré-filtradas e leitura a 880nm (APHA, 1995), em espectrofotômetro COLEMAN.

–          Sólidos Totais (mg/l) – Gravimétrico (APHA, 1995).

–          Sólidos Suspensos Totais (mg/l) – Gravimétrico (APHA, 1995).

  • Biológicos

 

Variáveis microbiológicas

Serão quantificados coliformes fecais e estreptococos fecais. Bolores e leveduras serão identificados em nível de género e quando possível em nível de espécie, registrando-se a frequência de aparecimento.

Para as análises das bactérias coliformes fecais e estreptococos fecais, as técnicas utilizadas seguirão as recomendações do STANDARD, METHODS FOR THE EXAMINATION OF WATER AND WASTEWATER (APHA, 1985, 1989) e do REPORTS ON PUBLIC HEALTH AND MEDICAL SUBJECT N° 71 (1983).

Coliformes fecais.

As amostras serão processadas pela técnica de membrana filtrante, usando-se membranas Milipore tipo HAWG 047-SO de 47 mm de diâmetro, e poros de 0,45 um. As amostras serão diluídas em solução tampão fosfato ou tampão fosfato-cloreto de magnésio pH 7,2, preparando-se diluições seriada;» decimais de até 10-5. Os volumes filtrados variarão desde 10 mL da amostra bruta (para amostras menos poluídas) até lmL da máxima diluição. O meio de cultura utilizado será Agar m-FC (DIFCO). A incubação efetuará a 44,5°C durante 24 h. Serão contadas as colónias típicas e confirmadas bioquimicamente.

Os testes bioquímicos serão fermentação da lactose a 35 e 44,5°C, motilidade, vermelho de metila, Voges Proskauer, produção de indol, crescimento em Citrato de Simmons, uréase, omitina e lisina descarboxilase.

Estreptococos fecais

A quantificação será realizada com a técnica da membrana filtrante de forma semelhante à descrita para coliformes. O meio utilizado será gar KF-Streptococos (OXOID), com incubação a 44° C durante 48 horas. Colónias típicas serão submetidas ao teste da catalase, coloração de Gram e observação microscópica.

Fungos

O meio utilizado será AgarSabouraud Dextrose acrescido de cloramfenicol (ug/mL), de acordo com PURCHIO et alii (1988). Alíquotas de 0,2 mL de amostra brutas e de suas diluições serão semeadas pela técnica de espalhamento em placa e incubadas a 25 °C durante 5 a 15 dias no escuro. Serão utilizados os métodos usuais de identificação (TOM & RAPER, 1945; McGINNIS et alii, 1982; KREGER VAN RIJ, 1984). Para fungos filamentosos será feita a observação macroscópica, seguida de isolamento em tubos com ágar Sabouraud dextrosado inclinado, e, após nova observação macroscópica, se realizará microculturas (Agar Sabouraud, 1 a 5 dias – 25°C) com observação microscópica posterior. Para leveduras o procedimento será: observação macroscópica, isolamento em tubos com Agar Sabouraud inclinado, nova observação macroscópica, prova do tubo germinativo (inoculação de duas ou três colónias em 0,5 ml de soro sanguíneo com incubação a 37°C e exame microscópico após 90 minutos), prova do clamidósporo (cultura em lâmina com Agar fubá acrescido de tween 80, 1 a 5 dias – 25°C e observação microscópica) e testes de verificação da capacidade de assimilação e fermentação de açúcares.

A frequência relativa de aparecimento ou frequência de ocorrência será definida como a relação entre os diferentes géneros e o número total de amostras, expressa em porcentagem (CASTELO BRANCO’, 1991). A fórmula aplicada será: FRA – NG/NT x 100. Onde:

FR A = frequência relativa de aparecimento;

NG = número de amostras onde o género “G” estará presente.;

NT = número total de amostras analisadas.

Serão considerados “constantes” os géneros com FRA>50%, “comuns” quando 20%<FRA<50% e “raros’ quando FRA < 20%.

Variáveis biológicas

As análises das variáveis biológicas incluirão a quantificação de biomassa de algas e cianobactérias (clorofila “a”), a identificação dos géneros e o cômputo das frequências relativas de aparecimento.

Clorofila “a”

Será realizada a extração de clorofila “a” com metanol a quente de acordo com a técnica de JONES (1979). As amostras serão filtradas por papel de fibra de vidro (Whatmann GF/C) e o material retido será extraído a “banho maria” com metanol 90%. Após centrifugação a 2.500 rpm, o sobrenadante será transferido para tubos limpos e lido em espectrofotômetro a 665 nm, para avaliar a absorbância da clorofila “a” e de seus produtos de degradação, e a 750 nm, para corrigir a turbidez. O cálculo da concentração de clorofila “a” será feito aplicando-se a equação:

CLa (ug/L) = Dopi665 – Dopt750 x 13 x Vol Ext / Vol Filt.

Onde:

Dopi665 = densiddade óptica do extraio a 665 nm.

Dopt75o = densidade óptica do extraio a 750 nm.

13 = coeficiente de extinção da clorofila “a” em metanol.

Vol Ext = volume do extrato.

Vol Filt = volume de amostra filtrada.

5, CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

ANO/MÊS

ETAPAS

2011 2012
J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D
Apresentação do Plano de Estudos ao comité de Ética       x                                        
Revisão bibliografia   X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X      
Coleta de dados         X X X X X X X X X X                    
Discussão dos dados               X X X X X X X X X X X X X X X X  
Elaboração do trabalho final                             X X X X X X X X X  
Defesa da dissertação                                               X

 

6. BIBLIOGRAFIA

AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION. Standard Methods for the Examination of Water and WasteWater. 16a. ed. 1985. 1527 p.

BOAVIDA, M. J. L. Gestão e utilização sustentável dos Ecossistemas Internacionais de água doce. ACTA LIMMOLOGICO BRASILIENSIA. v.14 (2), 2002, p. 51-59.

BRILHANTE, Ogenis Magno; CALDAS, Luiz Querino de A. Gestão e avaliação de risco em saúde ambiental. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz, 1999.

CASTELO BRANCO, C.W. – A Comunidade planctômica e a qualidade da água no Lago Paranoá, Brasília DF, Brasil. 1991. 332 f. [Dissertação de Mestrado — Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília].

CHEIDA, Luiz Eduardo. Ecologia Vivenciada. São Paulo: Ed.FTD, 1992. p. 13-14.

CHIAVENATO, Júlio José. O Massacre da natureza. São Paulo: Ed. Moderna, 1989.

DIEGUES, Antonio Carlos Sanfana. O mito moderno da natureza intocada. Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações Humanas e Áreas tímidas Brasileiras, USP, 3a. ed. São Paulo: Ed.Hucitec, 2001.

GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Os (dez) caminhos do meio ambiente. 8a.ed. São Paulo: Ed. Contexto, 2001.

JONES, J. G.. Aguide to Methods in freshwatus, London, Freshwater Biological Association, 1979 -n° 39. 112p.

KREGER, Van RU, N.J.W. The yeast: A Taxonomic Atudy N.J.W. Kreger Van Rij. EdLAmsterdan Elsevier Science, Publishers, B.V., 1984.

L.M.R.S.- PB (UFCG) – Laboratório Metereológico de Recursos Hídricos e Sensoriamento Remoto do Estado da Paraíba. Ficha de Notificação. Campina Grande, 2004.

LEFF, Enrique. Epistemologia ambiental. São Paulo:Ed. Cortez, 2001.

MARGALEF, R. Teoria de los sistemas ecológicos, Ed. Universitat de Barcelona, Barcelona, 290 p. 1991.

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PURCHIO, A.; GAMBALE, W.; PAULA, CR. Molds from some beaches in the Southern area of São Paulo State (Baixada Santista) Rev. Microbiol; São Paulo, 19: 166-71, 1988.

REBOUÇAS, Aldo da C. e outros. Águas doces no Brasil. 2a.ed. São Paulo: Escrituras Editora, 2002.

RIOS, Leonardo; CALIJURI, Maria do Carmo. A bacia hidrográfica do Ribeirão do Feijão: Uma proposta de ordenação das sub-bacias através de variáveis limnológicas. ACTA LIMNOLOGICA BRASILIENSIA. v.7, 1995, p. 151-160.

SANTOS, M. J. Estudos Imunológicos dos córregos da Água Fria e da Água Quente. 1993, 294 f (Dissertação de Mestrado). Escola de Engenharia de São Carlos – USP – São Carlos.

SUASSUNA, João. Contribuição ao estudo hidrológico do semi-árido nordestino. Recife: Ed. Massangana, 2000.

TEIXEIRA, D. Caracterização Imunológica dos sistemas láticos e variação temporal e espacial de invertebrados bentônicos na Bacia de Ribeiro do Feijão ( São Carlos – SP). 1993, 193 f (Dissertação de Mestrado). Escola de Engenharia de São Carlos – USP, São Carlos.

THOM C. e RAPER, K. B. A Manual of the Aspergille. Baltimore, Williams e Wilkins, 1945.313 p.

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