CONSEQUÊNCIAS NEUROPSICOLÓGICAS DO USO DA MACONHA EM ADOLESCENTES E ADULTOS JOVENS.


DEPARTAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA

FUNESO – UNESF – UNIDERC

ALUNA: TEREZINHA PEREIRA DE VASCONCELOS

MESTRADO EM PSICANÁLISE EM EDUCAÇÃO E SAÚDE

DISCIPLINA: PSICOFARMACOLOGIA

PROFª. DRª. ANA CATARINA SIMONETTI

RESENHA

CONSEQUÊNCIAS NEUROPSICOLÓGICAS DO USO DA MACONHA EM ADOLESCENTES E ADULTOS JOVENS.

CAMPINA GRANDE

2012

RESENHA: CONSEQUÊNCIAS NEUROPSICOLÓGICAS DO USO DA MACONHA EM ADOLESCENTES E ADULTOS JOVENS.

Terezinha Pereira de Vasconcelos

terezinhavasconcelosadv@hotmail.com

RIGONI, M. S; OLIVEIRA M. S; ANDRETTA I. Consequências neuropsicológicas do uso da maconha em adolescente e adultos jovens. Ciências e cognição. <HTTP//www.cienciasecognição.org. publicado em 15 de agosto de 2006

O autor aborda as Consequências neuropsicológicas do uso da maconha em adolescentes e adultos jovens, e vem reforçar a informação de que o uso dessa droga tem aumentado e é mais consumida entre os jovens adolescentes. De certo que essa informação é verídica, basta ver os noticiários que afirmam ainda com mais intensidade, a atualidade principalmente nas escolas em relação ao uso desse mal entre os alunos de todo o mundo. As autoras revelam que muitos pesquisadores em todo o planeta têm pesquisado sobre os efeitos e as repercussões neuropsicológicas relacionadas ao uso da maconha. Um dos pontos que impulsionam o interesse pela realização de tais pesquisas é o fato de o consumo da droga ter início tão cedo entre os usuários, o que faz com que a maconha seja a droga ilícita mais usada em nosso país. Estudos mostram que essa droga causa prejuízo na cognição envolvendo o processo de atenção e memória. E para a neuropsicologia, o seu uso frequente resulta em déficit em tarefas psicomotoras, na atenção e na memória de curto prazo. É evidente que um aluno que faz o uso dessa droga apresentará uma dificuldade notória em seu desenvolvimento da aprendizagem por demonstrar diversos prejuízos, tais como: facilidades em distrair-se, afrouxamento das associações, constantes erros em testes de memória, inabilidade em rejeitar informações irrelevantes e piora da atenção seletiva. Tais consequências parecem mais estar ligadas ao tempo de uso da maconha e nem tanto à sua frequência. Novas pesquisas e estudos clamam pela necessidade que há em esclarecer a respeito dos efeitos neuropsicológicos por seu uso aumentar a cada dia entre os adolescentes e sobre as adversidades advindas do uso na vida desses sujeitos. É muito importante que a escola e professores adquiram o conhecimento sobre esse assunto para que possam se posicionar e saber como intervir na educação desse adolescente e em como poder ajudá-lo. Até por que a adolescência é um período muito delicado em que o indivíduo se encontra bastante vulnerável ao meio em que vive e em que possa se inserir. É onde entra a contribuição da psicanálise e da psicofarmacologia com suas informações que complementam a essência de como saber lhe dar com tais situações e usuários passando a compreender com mais clareza o estado desses indivíduos. Segundo a psicologia clássica, os adolescentes procuram fazer uso dessa droga porque ela proporciona a sensação de prazer e evitam o desprazer agindo diretamente no cérebro nas emoções positivas estimulando as condutas incentivadoras. A maconha é uma planta que pode ser preparada de diversas maneiras, o que “facilita” seu consumo, afetando diretamente no corpo e na mente. A planta em questão pode ser classificada como alucinógena, mas no uso frequente pode apresentar efeitos como euforia e uma alteração no nível de consciência sem alucinações fracas. Algumas das alterações que ocorrem no corpo parecem ser reversíveis. Diversos são os efeitos da maconha no usuário: sensações de prazer como, por exemplo, aumento do prazer sexual; efeitos que causam desprazer como pânico. Seu uso crônico ainda provoca déficits de aprendizagem e memória, desmotivação, dentre outros. Em relação aos adolescentes, o déficit cognitivo está relacionado a dificuldades na aprendizagem e repetência escolar.  Talvez essa seja uma causa da falta de estímulo que muitos alunos têm em relação à educação. Explorar e estudar casos registrados por alguns professores em que alunos usuários de drogas tenham apresentando comportamento diferente dos outros ditos “normais” seja interessante para que toda a escola como um todo tenha um olhar mais aguçado para detectar essas necessidades a ponto de ajudá-los, pois nesse momento a escola pode entrar como auxiliadora nesse trabalhar de consciência e reeducação. Respeito é a palavra chave a se explorar com os adolescentes usuários da maconha para que eles possam se libertar desse mal. As autoras, em seu artigo, afirmam que as pesquisas realizadas baseadas em casos estudados e experimentados revelam que nãoé nada fácil de livrar do uso da maconha. A falta de seu uso constante leva o usuário a ter efeitos que, por hora, seu corpo está acostumado a outros dantes sentidos. Podemos perceber que todas as pesquisas realizadas pelos estudiosos para melhor entender os efeitos da maconha nos usuários e adolescentes são como um todo importantes para melhor entendermos como compreender o comportamento e as consequências do consumo dessa planta para o ser humano. Como um todo, o seu uso causa sérios problemas a saúde dos seus usuários: prejuízo na atenção, memória. Em usuários mais graves causa efeito negativo no QI, porém não se afirma que os ex-usuários não são acometidos de prejuízos cognitivos em longo prazo após a suspensão do consumo. As consequências são inevitáveis tanto para usuários de uso graves quanto em usuários de uso de longo prazo. Afirma-se que, ainda, falta mais informações com maiores precisões quanto à abordagem e tratamento de usuários de maconha para auxiliar aos profissionais da saúde e também para ajudar aos profissionais da educação no envolvimento do mundo escolar. A neuropsicologia precisa investir em maiores pesquisas relacionadas ao uso da maconha e suas consequências na adolescência não só em usuários de longo prazo, mas também as consequências em quem faz uso recente que não percebe as alterações da droga em sua saúde e comportamento. Geralmente o discurso dos adolescentes que usam a maconha afirma ser existencialistas, pornao pensarem no futuro e viver o presente intensamente. É a geração “Carpie diem”. Para eles, a maconha é que usada por eles e eles que são usados pela droga. O segredo é não dá o primeiro passo em direção a droga. Uma pessoa que experimenta uma droga na adolescência vai ter muito mais risco de dependência dessa droga no futuro porque o nosso cérebro só amadurece a partir dos 25 anos e os neurônios estão totalmente formados. Durante esse período de amadurecimento tudo que se aprende fica na memória e não sai. Enquanto escola, devemos ajudar aos adolescentes que estão usando drogas porque esse é o papel da educação. Muitos professores tendem a excluir esse aluno e isso influencia para que o uso continue. Muitas escolas ainda não estão preparadas para lhe dar com esses alunos usuários tratando-os como iguais. É preciso conversar com a família, com o próprio usuário porque esse último não percebe o quanto está se perdendo nesse mundo vicioso. Só a escola não pode trabalhar nessa causa sozinha. É preciso a parceria com os familiares.

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